Epica é gaúcha e Mark Jansen, gremista.
A primeira vez que a banda holandesa Epica aterrissa em Porto Alegre foi para, de fato, marcar a sua presença em solo gaúcho. Foi com muita simpatia, naturalidade e, principalmente, respeito, que a banda se vestia com a bandeira do Estado para recepcionar e agradecer aos gaúchos. Como se isso já não bastasse para conquistar a todos, Mark Jansen adentrou no bis vestido com a camisa do Grêmio, rendendo, naturalmente, gritos e vaias de um Opinião cheio de pessoas já alvoroçadas.
Tierramystica, a banda que, pela definição do próprio vocalista Gui Antonioli, é “heavy metal com elementos latinos que valorizam as origens sul-americanas”, abriu o espetáculo, assim como fará em toda a tour brasileira do Epica. Após New Eldorado, Celebration, músicas do primeiro álbum – A New Horizon – que será lançado em breve, Gui, sempre muito simpático, conversa com o público, anunciando que, além de próprias, eles também tocam covers: Sign of the Cross (Avantasia) foi um. Depois da própria Spiritual, a banda infelizmente foi cortada em virtude do tempo, retirando Fabiano Müller (guitarra), Alexandre Tellini (guitarra), Rafael Martinelli (baixo), Luciano Thumé (teclado), Eduardo Gomes (bateria) e Ricardo Chileno (charango e voz) do palco sem ao menos tocar a finaleira prevista, que seria o cover Fear of the Dark (Iron Maiden).
O Epica, pontualmente, abre sua visita à capital gaúcha com Samadhi/Resign To Surrender. Quando Simone Simons surgiu no palco sorridente e prestativa, enviando corações ao público já ensandecido, a reciprocidade foi imediata: vi, inclusive, alguns chorosos entre os muitos que ovacionavam a vocalista. Simone, vale ressaltar, deixou todos tontos com sua beleza indescritível e carisma.
Mark Jansen, guitarrista e vocalista, num bom português, saudou o Opinião com um sonoro “Vocês são foda!”. Já Simone explicou que seu português não era tão bom, então preferia não arriscar. O que, diga-se de passagem, não tirou seu brilho. O baixista Yves Huts também chamou-me atenção, e não pelo que disse, mas pelo que vestia: uma camiseta que dizia “No job, no money, no car. But I’m in a band!” – é o suficiente!
Além de muito simpático, Mark também se mostrou prestativo: viu uma fã, muito apertada entre os outros, aparentemente, prestes a desmaiar. Pediu às pessoas que a circundavam que a erguesse até o palco, para que pegasse um pouco de ar: o instante que ela precisou para se erguer de pé foi o suficiente para que se jogasse sobre ele num abraço emocionado. Dia de muita sorte para ela, que não deverá se esquecer tão cedo!
O setlist foi muito bem variado: os quatro álbuns da banda foram relembrados, sendo o último, Design Your Universe, representado por Unleashed, Martyr Of The Free Word, Kingdom of Heaven e Tides of Time – esta última anunciada por Simone como uma música muito, muito triste, o que fez com que todos apenas ouvissem atônitos sua impecável voz sem qualquer reação sonora.
Os clássicos foram intercalados: Sensorium, Cry for the Moon – um ponto alto do show, destaco, com reação em cada canto do Opinião, todos cantando em uníssono –, The Obsessive Devotion, Seif al Din, Sancta Terra, The Last Crusade e Quietus – esta última, inclusive, com os vocais trocados: Mark foi quem cantou, com sua voz gutural, algumas partes originalmente de Simone.
O tecladista Coen Janssen fez-se presente na intro de Consign to Oblivion, a última do show, instigando o público a cantar e silenciar conforme sugeria, assim como em seguida fez o baterista Ariën van Weesenbeek. Foi um excelente aquecimento para poder fechar o show com chave de ouro, com público e banda extremamente entrosados e satisfeitos com o que viam e recebiam.
O Epica, que não me faltam elogios, fez uma apresentação incrível. Presença de palco e simpatia são itens que não faltam a esses holandeses que, durante a noite de 7 de abril de 2010, no Opinião, mais pareciam gaúchos em casa. A palavra inesquecível descreve cada momento, suponho.
Veja algumas das fotos em: Tierramystica | Epica
Em breve mais fotos do evento!
Caralho, sem explicação sobre esse show! São emoções muito fortes que é, SEM DÚVIDAS, muito bom poder viver e rever! *-* Epica é vida, meu! A facilidade que eles tem pra compor músicas, os acordes, enfim, TUDO, absolutamente TUDO na banda, é extremamente FODA! A Simone é boa, bonita e gostosa, haha! E simpática também (pelo menos no palco ela foi, haha). Não tenho do que me queixar, foi explêndido o show!
Ótima review, só uma correção ali: o nome do último álbum é Design your UNIVERSE e não Design your illusion.
O show foi realmente incrível. Até agora não encontrei sequer uma reclamação.
Inesquecível!
Show mais foda que já fui!
bah, eu nem acredito que perdi isso!! mas tbm, duas bandas em um mês soh é pra quebra neh! heheheh
contem me detalhes
beijão!!